Product Camp 2019

Publicado por Cyntia Albernaz em

Torne mais enxuto, faça melhor, mova-se mais rápido e fique mais forte

O Product Camp é o maior evento de produtos digitais da América Latina e eu estive lá pra conferir o que estamos fazendo e pensando sobre o tema.

Produtos digitais são soluções em formato digital que resolvem um problema, geram valor para o usuário e lucro para quem constrói.

No congresso aconteceram várias palestras sobre o tema Produtos Digitais e assuntos que compõe o ecossistema de construção deles.

Eu assisti as seguintes palestras/ Talks:

Fabricando Valor com mais discovery e menos Delivery (Demian Borba – Adobe)

Mobile Vendas: Fazendo a transformação digital nas mais de 1000 unidades das lojas do Magalu (Time LuizaLabs)

Bate papo sobre cultura no Magalu (Time LuizaLabs)

Marcas e audiência – Case da Lu (Time LuizaLabs)

Escalando o negócio: MVP deu certo, e agora? (Samia Lauar – Quinto andar)

Desmistificando o processo de Discovery (Camila Ferreira – Creditas)

Consciência de Produto através da Agilidade Organizacional (Time LuizaLabs)

Usando a tecnologia para trazer eficiência e qualidade para a cozinha e operações da LivUp (Raphael Straatmann – LivUp)

Como desenvolver e evoluir Product Managers fora de série (Alexandre Spengler – Nubank)

De uma maneira geral as palestras focaram no processo e ferramentas de Discovery, trazendo cases reais. Nada de muito novo no reino dos produteiros.

Porém, eu estive no aquário da MAGALU e ouvi bastante sobre o seu case de Transformação Digital e rolou uma identificação muito grande com o momento da Garagem Digital, escreverei um post específico sobre eles.

Os pontos mais relevantes que vi e ouvi, fora do Aquário MAGALU foram:

  • A estratégia deve ser pensada antes das métricas — É a estratégia de negócio que deve direcionar quais métricas importam.
  • O momento de valor de cada produto é diferente — não é sobre o momento em que o produto é pago e sim sobre o momento em que o produto entrega valor para o cliente.
  • Envolvimento de todo o time na definição das métricas — isso traz diversidade e enriquece a definição.
  • O processo de Discovery de um produto é eterno — a cada problema resolvido um novo problema surge.
  • Adaptação no processo de Discovery — vi muitas empresas criando seu próprio processo de Discovery, usando ferramentas pinçadas de vários frameworks/abordagens de mercado (design sprint, design thinking, lean inception, etc…). Adaptando pra cada caso, cada produto ou cada empresa.
  • Muito Discovery — muitas empresas investindo no processo de discovery de produtos e novas funcionalidades, trabalhando em dual track constante.
  • Muito foco em resultado — As empresas centradas no cliente estão cada vez mais preocupadas em resultados (entrega de valor) e menos em quantidade de tarefas executadas ou entregas sem valor para o cliente. Coletando feedback constante e melhorando o seu produto ou até mesmo criando novos produtos. Num mundo com muitas escolhas, colher feedback é fundamental.
  • Dados gerando informação — muito foco em dados que realmente importam e geram informações estratégicas. Consttuir o produto de maneira datacêntrica e medir só o que importa de modo constante.

Minha conclusão foi de que o mercado ainda está meio confuso no que se refere ao trabalho de UX (Experiência do Usuário) e o trabalho do PM (Gerente de Produto). Eu não ouvi em nenhum momento falarem sobre temas como ROI, OKR, definições estratégicas das organizações e as métricas ainda eram para acompanhar experiência do usuário e não rentabilidade do produto.

Vejo que ainda temos um caminho a percorrer e amadurecer nesse sentido. Focamos muito no discovery, o que é totalmente essencial, mas estamos esquecendo de pensar estratégia.

Quando o Marty Cagan disse para fazer “produtos que os clientes amam” não foi pra ser altruístas, é porque só assim os cliente pagarão pelo produto e consequentemente trarão lucro para as empresas.

Um bom Product Manager tem a função de maximizar o valor do produto, trazendo dinheiro pra empresa ao construir o que importa e tem valor para o usuário final.

Aguardo ansiosamente pelo Product Camp 2020 para ver com quanto amadurecemos em relação ao tema. E finalizo com fotos de um quadro sobre fragilidades da Gestão de Produtos que estava exposto no stand do Grupo Zap!


2 comentários

Alvaro H. Beckerig · 17/12/2019 às 14:46

Excelente artigo! Mandou muito bem, Cyntia! 😀

Roberto Freitas Filho · 18/12/2019 às 14:41

Maravilha de resumo! Go ninjas!!!

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